Tecnologia:
Maldição ou Benção?
Texto
Áureo
E,
por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará. Mt 24.12
Verdade
Aplicada
Mais
do que nunca, a Igreja precisa saber lidar com o uso da tecnologia. Para isso,
a ajuda do Espírito Santo é providencial.
Textos
de Referência.
1
Tessalonicenses 5.16-23
16
Regozijai-vos sempre.
17
Orai sem cessar.
18
Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para
convosco.
19
Não extingais o Espírito.
20
Não desprezeis as profecias.
21
Examinai tudo. Retende o bem.
22
Abstende-vos de toda aparência do mal.
23
E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma,
e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso
Senhor Jesus Cristo.
Introdução
O
uso exagerado da tecnologia tem trazido algumas anomalias para dentro da
Igreja. Urge falarmos sobre o assunto e apresentarmos o fruto do Espírito Santo
como alternativa divina para o problema.
1.
A Revolução Industrial
Com
o advento da Revolução industrial, desencadeada por um conjunto de mudanças
ocorridas na Europa nos séculos XVIII e XIX, a humanidade deu o primeiro passo
em direção ao processo de desenvolvimento e do crescimento da tecnologia. A
Revolução Industrial foi desencadeada em duas etapas: de 1760 a 1860 e de 1860
a 1900. Entretanto, há estudos que consideram os avanços tecnológicos dos
séculos XX e XXI como uma terceira etapa desta revolução.
1.1.
A entrada no mundo virtual.
Quando
o homem percebeu que poderia, através do conhecimento fornecido pelo Criador
(Pv 1.5), desenvolver máquinas que pudessem realizar de maneira mais rápida o
trabalho, passou então a pesquisar meios que o levassem a isso. O uso de
máquinas teve seu início no século XIX com a invenção do motor a explosão e da
locomotiva a vapor. Também no século XIX, foram inventados o telefone e o
cinematógrafo, sendo assim dado o primeiro passo para o que temos nos dias
atuais. O século XX foi o grande momento da expansão das telecomunicações, com
a televisão, computadores, celulares e a Internet, fazendo-nos chegar ao mundo
virtual.
1.2.
Uma arma perigosa.
Enquanto
nos utilizávamos das máquinas, do telefone e do cinematógrafo, vivíamos dentro
de uma área de controle, onde o uso destes dependiam da supervisão de outrem.
Contudo, com a chegada da TV e do computador em larga escala, tal controle
perdeu-se, deixando assim o indivíduo como senhor de suas escolhas. O que fora
criado para um bom desenvolvimento da humanidade tornou-se uma arma perigosa contra
a sociedade. O uso indevido destes veículos começou a ser uma prática utilizada
por muitos, transformando o que seriam uma benção em maldição. Com a TV veio o
vídeo cassete, que proporcionou acesso doméstico a todo tipo de conteúdo.
1.3.
Perdendo a comunhão com Deus.
Com
a popularização do computador, através da criação do PC (computador pessoal) e
a criação da Internet, o acesso às informações e conteúdos veiculados na rede
também se popularizou. A tecnologia da computação avançou, criando os conhecidos
tablets e smartphones, colocando ao alcance da mão, 24 horas por dia, todo tipo
de conteúdo através da rede. As empresas especializadas trabalharam para manter
cada vez mais o indivíduo preso ao mundo virtual, atingindo diretamente os
relacionamentos familiares, as relações interpessoais e a comunhão com Deus. A
falta dessa comunhão, nos torna mais vulneráveis a ação do maligno,
comprometendo a nossa salvação.
2.
A mídia tecnológica.
É
necessário refletir acerca de quanto temos valorizado as coisas do mundo em
detrimento das coisas de Deus. Muitos crentes de hoje abrem mão de minutos
preciosos na presença do Senhor em troca de horas dedicadas aos acontecimentos
diários, deixando-se envolver pela mídia.
2.1.
Antenados sim, desligados não.
As
informações trazidas pela mídia através da TV, redes sociais e canais diversos
utilizados, principalmente por meio da Internet, têm levado muito ao uso
exagerado destes meios de comunicação. A Igreja de Cristo deve estar “antenada”
e ter, sim, conhecimento do que está acontecendo à sua volta. Entretanto, o
fato de estarmos a par dos acontecimentos não pode nos escravizar a ponto de
comprometer a nossa salvação. Tal comportamento tem gerado verdadeiros “zumbis
sociais” que, muitas vezes, se movimentam em meio a um grupo, mas é comum não
estarem presentes no contexto do qual fazem parte.
2.2.
O perigo do excesso de informação.
As
informações trazidas pela mídia e a oferta de tecnologia tendem a nos tirar o
foco daquilo que realmente é importante para se ter uma vida espiritual
saudável. Muita informação ao mesmo tempo confunde a mente e leva o indivíduo a
uma condição letárgica, como se estivesse em transe hipnótico. Sendo assim, a
melhor atitude a ser tomada é buscar o amadurecimento do fruto do Espírito
Santo, o qual contribuirá para o crescimento de uma vida íntima com Deus,
transformando de forma definitiva a vida de quem espera vinda de Cristo. Sem
dúvida o fruto do espírito é indispensável para o cristão. No entanto, devido
aos apelos midiáticos e tecnológicos, esta cada vez mais difícil viver uma vida
santificada.
2.3.
Exercitando o servir a Deus.
Hoje
as distrações que nos afastam do alvo são cada vez mais apelativas e se
multiplicam em número. Estamos imersos em um ambiente cada vez mais
pluricultural, onde temos acesso à diferentes informações a uma taxa maior do
que somos capazes de processar. Além disso, a cada momento, temos mais fontes
de informação bombardeando nosso cérebro ao mesmo tempo. Tudo isso, ao ser
somado à nossa natureza, que já seria suficiente para nos afastar da vontade de
Cristo, nos torna presas mais fáceis. Esses apelos corroboram com a ação da
carne. Precisamos estar atentos e comprometidos com o exercício diário que é
ser servo de Deus. Só em Cristo venceremos esta batalha contra nossa própria
vontade (Jo 15.2).
3.
Lições práticas.
Segundo
Simone de Beauvoir, seja qual for o país, capitalista ou socialista, o homem
foi em todo o lado arrasado pela tecnologia, alienado do seu próprio trabalho,
feito prisioneiro e forçado a um estado de estupidez.
3.1.
Um tipo de transtorno.
Quando
discutimos acerca de vício, logo vem á nossa mente o uso de drogas lícitas e
ilícitas ou então algum tipo de propensão a jogos de azar. Entretanto, o fato
de estar sempre buscando ficar conectado o tempo todo já é identificado como um
tipo de transtorno, conhecido como nomofobia.
3.2.
O que é nomofobia?
O
fato de sentir a necessidade de ter o celular por perto ou qualquer tipo de
aparelho que o manterá conectado o tempo inteiro pode significar que o
indivíduo está sofrendo com a nomofobia. A origem do nome vem do inglês “no
mobile, que significa “sem celular”. Apesar do significado do nome, podemos
ampliar este tipo de dependência para a necessidade que o indivíduo tem de ter
acesso a qualquer tipo de tecnologia o tempo todo. Pesquisas realizadas no
Reino Unido apontaram que 66% dos entrevistados se mostraram muitos angustiados
com a possibilidade de perder o celular. Outras pesquisas comprovaram que os
sintomas de abstinência de celular são semelhantes à abstinência de drogas. Em
alguns casos, ficar 24 horas longe de tecnologia pode desencadear crises
terríveis.
3.3.
Buscando o ponto de equilíbrio.
Na
nossa vida espiritual precisamos buscar um ponto de equilíbrio, que nos é
fornecido pelo amadurecimento do fruto do Espírito e nos mantém em contato com
o Senhor Deus. Fazer isso não é fácil e nunca foi. Contudo, se nos mantivermos
atentos à sã doutrina e focados no objetivo da salvação, conseguiremos vencer.
Lembremo-nos sempre que Jesus Cristo viveu entre nós e conhece nossa
fragilidade, mas também conhece nossas mentiras (Pv 15.3).
Conclusão.
O
acesso descontrolado às tecnologias, afeta o comportamento das pessoas,
tornando-as mais esquecidas, impacientes e impulsivas, mais o fruto do Espírito
Santo é uma arma poderosa para mantermos o equilíbrio necessário para a
comunhão tanto com Deus quanto com a Igreja.

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