A
Melhor Idade na Presença de Deus
Texto Áureo
“Também há entre nós encanecidos e idosos, muito
mais idosos do que teu pai.” Jó 15,10
Verdade Aplicada
A
Palavra de Deus alimenta e estimula o respeito pelos mais velhos.
Textos de Referência.
Josué
14.9-11
9
Então Moisés naquele dia jurou, dizendo: Certamente a terra que pisou o teu pé
será tua, e de teus filhos, em herança perpetuamente; pois perseveraste em
seguir ao Senhor meu Deus.
10
E, agora, eis que o Senhor me conservou em vida, como disse; quarenta e cinco
anos há agora, desde que o Senhor falou esta palavra a Moisés, andando Israel
ainda no deserto; e, agora, eis que já hoje sou da idade de oitenta e cinco
anos.
11
E, ainda hoje, estou tão forte como no dia em que Moisés me enviou; qual a
minha força então era, tal é agora a minha força, para a guerra, e para sair, e
para entrar.
Introdução
Calebe
se destacou em todas as fases da sua vida. Quando jovem, superou o cativeiro do
Egito; na meia idade, venceu as dificuldades do deserto e, na velhice, foi em
busca dos seus sonhos (Js 14.10-11).
1.
Os idosos são exemplos para os jovens.
A
Palavra de Deus está repleta de exemplos que mostram o quanto os idosos são uma
verdadeira bênção para os mais jovens.
1.1.
Uma fé de longo alcance.
Noé
tinha 600 anos quando o dilúvio veio sobre a Terra (Gn 7.6). Ele construiu a
arca, ajuntou os animais e pregou para as pessoas na sua época (2Pe 2.5),. Por
temer a Deus, Noé, junto com sua família, sobreviveu ao dilúvio. Ele tornou-se
o pai de todas as pessoas que vivem na Terra atualmente. Mesmo bem idoso, Noé
permaneceu fiel ao Senhor. Sua fé e determinação produziram benefícios que são
vistos até o dia de hoje e merecem ser imitados por servos de Deus de todas as
idades (Hb 11.7).
1.2.
Influência na família.
O
Eterno Deus ordenou que Abrão saísse de sua terra aos 75 anos (Gn 12.1-2). Ele
obedeceu e só depois de 25 anos viu a realização da promessa do Senhor (Gn
21.2),5). Ele morou em tendas e como estrangeiro durante o restante de sua vida
(Gn 12.4: Hb 11.8-9). A perseverança do patriarca Abraão teve forte influência
na vida do seu filho Isaque, que permaneceu toda a sua existência (180 anos),
como estrangeiro em Canaã. A base da perseverança de Isaque era sua fé na
promessa de Deus feita aos seus pais e que, mais tarde, o próprio Deus se
encarregou de reforçar (Gn 26.2-5). Os idosos que servem lealmente ao Senhor
podem ter uma influência saudável sobre os membros de sua família (Pv 22.6).
1.3.
Influência sobre os irmãos na fé.
Com
110 anos, José deu uma ordem a respeito dos seus ossos (Gn 50.25; Hb 11.22).
Sua atitude foi um raio de esperança para o povo de Israel durante os anos de
escravidão que se seguiram após sua morte, dando-lhes a certeza de que a
libertação viria. Baseado nesse ato de fé que Moisés, aos 80 anos, levou os
ossos de José para fora do Egito (Êx 13.19).Vale ressaltar também que o próprio
Moisés foi uma fonte de conselhos maduros e de sabedoria para o jovem Josué (Êx
24.12-18; 32.15-17; Nm 11.28). Com essa injeção de ânimo e influência poderosa,
Josué e Calebe motivaram seus irmãos na fé durante a conquista da Terra
Prometida (Js 14.6-13).
2.
A Bíblia, a Igreja e o idoso.
É
importante compreender que as Sagradas Escrituras fazem questão de mencionar a
idade daqueles que falecem em adiantada velhice, tamanha a sua relevância.
2.1.
Sábios conselhos.
O
Senhor ordenou ao povo de Israel, por intermédio de Moisés, que os anciãos
fossem extremamente respeitados (Lv 19.32). Ao instruir o jovem Timóteo, o
apóstolo Paulo certamente tinha essa ordenança guardada em seu coração (1Tm
5.1). Por outro lado, o imprudente rei Roboão não levou em consideração o sábio
conselho dos anciãos para diminuir a carga tributária e, então, provocou a
divisão do reino de Israel (1Rs 12.1-15). Os idosos devem ser apreciados por
sua experiência (Pv 20.29). Sem dúvida alguma, os jovens podem aprender lições
valiosas da vida dos idosos (Sl 71.18).
2.2.
Conselhos para os idosos.
Preocupado
com a boa reputação da Igreja e com o avanço do Evangelho, o apóstolo Paulo
instrui a Tito quanto aos mais idosos na comunidade cristã (Tt 2.2-5). Ele
encoraja os homens idosos a serem constantes e sadios na fé. Quanto às mulheres
idosas, Paulo aconselha a serem sérias no seu viver e não caluniadoras. O
apóstolo incentiva as irmãs idosas a serem mestras no bem e professoras das
mais novas. Vale ressaltar que não se trata aqui da instrução formal, mas que o
conselho e encorajamento das irmãs idosas às mais novas se dê pela palavra e
pelo exemplo. É admirável quando os idosos realizam esse importante trabalho de
aconselhamento, de ensino, de transição, para que os mais novos saibam como
fazer e por que fazer.
2.3.
Um ministério específico para os idosos.
A
Igreja possui um grande número de idosos acima de sessenta anos e, assim como
possui ministério específico com crianças, jovens e adultos, precisa criar o
ministério próprio para os idosos. Tem que ser um ministério que se preocupe e
se comprometa com a atenção e cuidado, buscando formas e métodos que
correspondam ás suas necessidades e expectativas espirituais, sociais,
psicológicas e biológicas. Um ministério que promova a independência,
participação, atenção, realização pessoal e dignidade. Sabendo que o idoso
ainda pode contribuir com sua família, igreja e sociedade, porque a Bíblia
valoriza o idoso (Sl 92.12-15).
3.
Três níveis de compreensão.
Diante
de uma realidade cada vez mais frequente, o desafio do ministério com idosos é
trabalhar com três níveis de compreensão. São eles:
3.1.
Compreensão para o idoso.
Trata-se
da educação para o envelhecimento, levando-os a refletir sobre algumas questões
como: Qual a visão do seu auto envelhecimento? O que o envelhecimento significa
para você? Com que idade alguém se torna “velho”? Como fazer para que os anos
acrescentados de esperança de vida transcorram com uma qualidade de vida mais
satisfatória? Como você pode ajudar os outros a envelhecerem com mais sucesso?
3.2.
Compreensão do idoso.
Para
isso, é necessário quebrar paradigmas da sociedade em geral quanto ao
envelhecimento. Combater intensamente o preconceito contra os idosos,
permitindo-lhes manter sua independência, reconhecer sua autonomia para tomar
suas decisões e reafirmar a sua dignidade, respeito, valor e reconhecimento.
3.3.
Compreensão com o idoso.
Nesse
estágio é necessário preparar e capacitar àqueles que desejam atuar no
ministério com a melhor idade para que os reconheçam, honrem, integrem e os
envolvam com as demais gerações (inter geracionalidade). É necessária a
formação de um grupo de convivência para a melhor idade, objetivando um
envelhecimento saudável e de forma integral, isto é,
bio-psico-social-espiritual para os idosos. Para isso, devemos ter em mente
alguns objetivos específicos: proporcionar aos idosos a oportunidade de
formação e fortalecimento de amizades e o desenvolvimento do companheirismo;
criar oportunidades de compartilhar e valorizar experiências vividas;
possibilitar o aprendizado de novas habilidades, ampliando o interesse pelo
mundo à sua volta; proporcionar alternativas para utilização das novas e
antigas habilidades (voluntariado e remunerado); oferecer atualização de
conhecimentos; criar oportunidades para a realização de passeios, viagens e excursões;
proporcionar momentos de reflexão a respeito do processo de envelhecimento;
proporcionar capacitação física e recreativa através do lazer, atividades
lúdicas, sociais e culturais; despertar e reforçar princípios cristãos que
permitam uma vivência mais significativa e feliz.
Conclusão.
É
preciso entender que a contribuição do idoso pode ser valiosíssima no
desenvolvimento da família, da Igreja e da sociedade. Seu envelhecimento pode
ser caracterizado por atividades produtivas. O que você será quando envelhecer?
O que fará quando envelhecer?

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