O cristão e a Família do Século
XXI
Texto Áureo
Pois derramarei água na terra sedenta, e torrentes na terra seca; derramarei meu Espírito sobre sua prole, e minha benção sobre seus descendentes. Isaías 44:3
Verdade aplicada
A família é um fenômeno social presente em todas as sociedades. Sem
família não existe sociedade.
Texto de referencia
Deuteronômio 6.4-9
4 Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor.
5 Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a
tua alma, e de todo o teu poder.
6 E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração;
7 E as intimarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e
andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te.
8 Também as atarás por sinal na tua mão e te serão por testeiras entre
os teus olhos.
9 E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.
Introdução
O século XXI traz o desafio de um mandamento cultural na contramão do
que foi vivido nos séculos passado. É preciso estar alicerçado em Deus não
somente para compreender esse tempo, mas para viver sob a égide divina (CL
2.8).
1. Família, criação de Deus.
A família sempre foi o alvo principal das forças do mal. A Igreja está
atenta a esses ataques, pois os tais não somente desestruturam a fé cristã,
como também desintegram a sociedade de modo geral. A família é um tesouro e
como tal, deve ser guardada e preservada (Mt 6.21).
1.1. Família um tesouro.
Segundo a Declaração Nacional dos Direitos Humanos, a família é o
elemento natural, universal e fundamental da sociedade. Sem família não há
sociedade. A degradação da sociedade acontece por causa da deterioração da
família. A Igreja é uma família composta por famílias. Se uma família estiver
edificada, a Igreja também estará. Todavia, se a família for destruída, a
Igreja também será. É nosso dever cuidar das famílias. Se a sociedade se
dissolve, o problema está na ausência de famílias solidificadas em Cristo.
1.2. A importância da família à luz da criação.
Deus não uniu o homem e a mulher somente para que um suprisse as
necessidades e carências do outro. Seu projeto vai além de companheirismo e
procriação. Deus sempre quis ser conhecido através das famílias. Adão foi o
modelo original, feito á imagem e semelhança de Deus. Isto significa que toda a
humanidade descendente de Adão portaria consigo a mesma essência divina (Gn
1.26). Desse modo, os atributos e a grandeza de Deus surgiriam naturalmente
através dos filhos gerados pelo primeiro casal. A grande comissão sempre foi um
projeto do Éden (Mt 28.18-20). O plano do inimigo é sempre sabotar essa
essência, como no Éden, e assim fazer com que a humanidade seja apartada de
Deus, gerando filhos assassinos, violentos e cheios de promiscuidade (Jo
10.10).
1.3. A família e a sociedade atual.
A sociedade atual vive uma mutação em comparação com a família dos
séculos passados. A autoridade patriarcal e a divisão de papéis ganharam novos
significados nesse século. Em geral, a mulher do século XXI é uma mulher
independente, que gera seus próprios recursos e que, ao lado de seu esposo,
soma na renda familiar. Ela já administra empresas, leciona em faculdades,
lidera, pilota aviões e preside nações. Durante muito tempo, a mulher viveu
estigmatizada, censurada e vista pela sociedade somente como uma ajudadora e
procriadora. Esse projeto igualitário traz a compreensão de ajuda mútua (Ec
4.9-10). Por outro lado, os filhos têm sofrido com a ausência dos pais.
2. A família e os desafios.
Prevenção é a única maneira pela qual evitamos o mal. A vida cristã não
é fácil e é ainda mais complicada porque lutamos contra o que não vemos. Nossos
inimigos são invisíveis e atuam nas áreas de nossas vidas que não estão
alicerçadas (Ef 6.12).
2.1. Conflitos na família.
Jesus disse que, antes de construir, devemos fazer cálculos da
construção, para que, pondo os alicerces, não deixemos a obra sem terminar e
sejamos escarnecidos (Lc 14.28-30). Nosso século é o século dos casamentos
precoces, onde meninas se tornam mães antes da maioridade e os jovens casais
vão morar com os pais por falta de planejamento. Temos uma sociedade recheada
de casais imaturos e o resultado dessa ausência de planejamento é um número sem
fim de mães solteiras e filhos em pais. Estes, por falta de alicerces
familiares, repetem os mesmos erros de seus pais em seus relacionamentos e,
assim, a sociedade vai se transformando em um campo de batalha por causa da
ausência dos padrões divinos estabelecidos para o matrimônio (Ef 5.31).
2.2. Comunicação entre pais e filhos.
A ausência de diálogo entre pais e filhos é um dos grandes males deste
século e o grande vilão é a falta de tempo. As responsabilidades do lar são parte
integrante da vida do casal e isto inclui a tarefa de instruir os filhos.
Infelizmente, em muitos lares, os filhos são instruídos pela TV, internet,
entre outros. É dever dos pais ensinar (Pv 22.6). Deus ordenou aos pais que
instruíssem seus filhos, que dialogassem com eles acerca da Lei (Dt 6.6-7). A
semente do diálogo deve ser plantada já na infância. Pais e filhos precisam ser
amigos e confiar um no outro. Quando Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” (Jo
10.30), nos revelou a grandeza do relacionamento entre pais e filhos.
2.3. Relacionamentos entre pais e filhos.
Nosso maior exemplo de filho é Jesus Cristo. Ele nos ensinou como um
filho se relaciona com um pai, como respeita seu legado e como deve honrá-lo
(Ef 6.2-3). Por não terem aprendido a se relacionar com seus pais e nem
tampouco a respeitá-los, há muitos filhos maldizentes em nossa sociedade, que
apenas pensam em si mesmos e não correspondem ao sacrifício feito por seus
pais. Quanto aos pais, estes também devem honrar seus filhos, serem presentes
em suas vidas, dar-lhes amor, amizade e atenção. Enquanto os filhos devem
aprender a honrar seus pais, os pais devem funcionar como pais, não somente
dando ordens, mas sendo amigos íntimos e exemplos de vida para eles.
3. A família e a Igreja.
A relação família e Igreja é fundamental para a existência de ambas. Enquanto
os ditames do mundo bombardeiam as famílias moral e espiritualmente, a Igreja é
a única instituição onde a família cristã pode refugiar-se e sobreviver aos
ataques do maligno (Mt 16.18b).
3.1. A EBD e a família.
Deus nos ensinou que só existe uma coisa que conduz Seu povo à perdição:
a falta de conhecimento (Os 4.6). A Escola Bíblica Dominical é uma porta aberta
para o ensino cristão. É um instrumento de crescimento espiritual para as
famílias. Tanto a família quanto a EBD possuem o mesmo alvo: formar cristãos
maduros e produtivos, que honram a Deus e o servem. Assim como os pais tem como
obrigação instruir seus filhos no caminho do Senhor, a EBD age da mesma maneira
com os filhos espirituais da Igreja.
3.2. A relevância do culto doméstico.
Quando um lar cristão abre as portas para a Palavra, abre tanto para a
felicidade quanto para o êxito. Cultuar a Deus no lar nada mais é que cumprir
uma ordenança divina (Dt 6.6-9; Pv 1.7-9; 6.20). Quando nos esforçamos em
conduzir nossos filhos e família a um relacionamento pessoal com Deus através
do ensino da Palavra, estamos não somente preparando-os para a salvação, mas
conduzindo-os a uma vida saudável e sem contaminação. A igreja tanto é uma
extensão de nossa casa, quanto nossa casa deve ser uma extensão da igreja. Tudo
começa no lar e não existirá igreja forte se as famílias estiverem fracas.
3.3. Família servindo a Deus.
O que conduz qualquer família ao desmoronamento é a ausência de Deus. A
presença de Deus torna um lar agradável e pacífico. Numa casa onde há tempo
para se buscar a Deus e adorá-lo a atmosfera é agradável e santa. A Bíblia nos
ensina que se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam
(Sl 127.1). O Senhor bate a nossa porta e devemos abrir para que ele entre, sente
à nossa mesa e ceie conosco (Ap 3.20). Quanto mais íntimos de Deus, mais
afastados seremos do mundo.
Conclusão.
Nosso Deus é um Deus pessoal. Ele é um Deus de relacionamentos. O Pai da
Eternidade é um pai extremamente amoroso. Ele deseja ser íntimo de todos os
filhos gerados á Sua imagem e semelhança (Gn 1.26).
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